
Simplesmente invejo os que seguiram o caminho aberto por David Lynch. E não foram poucos (Yoshitomo Nara, por exemplo). E a escola desse artista não é uma camisa-de-força. Muito pelo contrário. A liberdade está em dizer que a realidade é uma construção muito pessoal. O mundo sempre esteve na rotação errada e ele sabe disso. As aparências não enganam. Podem chamá-lo de incompreensível ou que for. Mas ele sempre tem algo a dizer. No meio dos destroços dessa naufrágio que chamamos vida, Lynch é uma ilha e um porto. Viva o mau humor. Parece que é a matéria dos gênios.